Deixem-me contar-vos que no meu local de trabalho estou virada para um vidro que é espelhado da parte de fora. Ou seja, eu vejo todas as pessoas que passam mas ninguém me vê! E é completamente alucinante a quantidade de pessoas que por aqui passa e se olha ao espelho. Existem os envergonhados que dão uma espreitadela e seguem o caminho, existem os confiantes que olham vêem se está tudo no sítio mas não param, existem os vaidosos que param para ajeitar o cabelo, ver se há alguma coisa no meio dos dentes, encenam um sorriso e se for preciso espremem uma borbulha (disgusting...) e os que ignoram. Há também aqueles que quando estão telefone (com conversas privadas) gostam de vir para o pé do espelho e outros que adoram discutir (normalmente brigas entre namorados).
Posso vos dizer com conhecimento de causa que não importa o sexo...todos olham...e que é raro alguém ignorar tamanho espelho.
Confesso que não sabia que tantas pessoas gostavam de olhar para elas próprias, mas é bom sinal, não é? Sinal de auto-estima! Ah e só tenho que agradecer por alegrarem os meus dias! Por isso, pensem bem antes de olharem para esses edifícios espelhados que tanto há nas ruas de Lisboa...Utilizem antes o de casa, onde podemos fazer aquilo que nos bem apetece sem sermos gozados:)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Porque nos queixamos tanto?
Esta ideia de criar um blogue foi realmente fantástica. Esta sensação de escrever e escrever para o vazio, com a certeza que muitas poucas pessoas o lêem, não podia ser melhor! É como se fosse uma terapia...como é bom desabafar! E, desculpem, mas tenho que mesmo que perguntar isto: porque é que se queixam tanto? Os telejornais já foram banidos da minha vida, mas infelizmente não posso banir o contacto social e o facto de viver em sociedade. E, na realidade já não suporto ouvir falar da crise, do futuro, da incerteza, dos juros bancários, do aumento de tudo. Infelizmente, quem oiço queixar-se são pessoas que de uma forma ou outra estão estáveis nos seus trabalhos, saudáveis, têm um tecto para viver, dinheiro para comer, um carro para se deslocarem...Não tenha nada contra quem se queixa e de certeza que muitos têm mil e uma razões para tal. Mas, se calhar, também faz falta agradecer. Sim, agradecer por tudo o que temos (por pouco que seja).
Todos os dias estaciono o carro na Gare do Oriente e choca-me ver a quantidade de sem-abrigo que dormem por lá ou que simplesmente estão abrigados da chuva, por não terem para onde ir. E é triste ter precisado de os ver para que todos os dias agradeça por ter mais do que um tecto, por ter uma casa, um lar, uma família e amigos!
Todos os dias estaciono o carro na Gare do Oriente e choca-me ver a quantidade de sem-abrigo que dormem por lá ou que simplesmente estão abrigados da chuva, por não terem para onde ir. E é triste ter precisado de os ver para que todos os dias agradeça por ter mais do que um tecto, por ter uma casa, um lar, uma família e amigos!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Back from Edinburgh and Glasgow!
De volta! Como é possível 4 dias serem tão rejuvenescedores, tão bons! Uma lavagem da alma, sem dúvida! Duas cidades, pessoas e uma cultura diferente! Como é bom viajar! Já tinha estado em Edimburgo há uns 15 anos (meu deus...) e lembrava-me muito pouco da cidade. Sabia que tinha adorado mas já não me lembrava como era bonita. Fiquei mais uma vez encantada e rendida à beleza da Escócia. As aventuras foram muitas, as risadas ainda mais e as dores nas pernas também. O fim-de-semana de Halloween foi perfeitamente escolhido para visitar a cidade em questão. Depois de uma "ghost tour" nas profundezas de Edimburg, seguiu-se a noite de pub em pub a apreciar as mais diferentes personagens... Com energia renovada, tenho uma certeza...Não prescindir de viajar! E começar já a sonhar com a próxima viagem!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Pifou!
Pois foi...pifou mesmo... Nem um som...nada! Lá ligava as luzinhas, rodámos a chave e nada...Em pleno parque de estacionamento do supermercado (graças a deus deserto) foi-se! Sem avisar, simplesmente deixou de funcionar. Não se importou com os sacos que carregávamos e a fome que tínhamos nem com a roupa que vestíamos...E, lá teve que ser...O casal maravilha: um de fato e o outro de saia e a bela da sandália a empurrar o "poderoso" (alcunha antes de dar o berro). Podem imaginar o filme...eu de rabo espetado a correr no meio do parque de estacionamento e o carro quase parado com a força enorme que estava fazer...Mas lá conseguimos! E agora? Pois não sei, deve ser o que acontece a quem compra carros usados com tantos quilómetros. Como dizem os meus amigos brasileiros: "Pobre é foda":)
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Ser feliz!
A minha jornada de me conhecer a mim própria e de perceber qual é o meu papel ainda continua lentamente. Há alturas que uma pessoa se sente perdida sem perceber muito bem qual o rumo a seguir e o papel a desempenhar. Porque será que sentimos isso? Porque será que necessitamos de planos, sonhos que nos façam andar para a frente. Porque será que é tão difícil esperar... Continuo incessantemente a aperfeiçoar-me como pessoa, a tentar ser calma no meio da confusão, a tentar aceitar todos os meus fracassos e defeitos e ser, simplesmente feliz!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Não dá para simplificar??
Acho o mundo dos adultos muito complicado. Felizmente, não faço parte dele nem quero fazer. Sou uma eterna criança (para o bem e para o mal). Não compreendo a Política (nem quero), não gosto de ver os telejornais (e todas as desgraças inerentes), não discuto o futebol, não sei o que dizer nas conversas chatas sobre a economia e a crise e, nem sei ser hipócrita (qualidade inerente a ser adulto). Não contem comigo para me queixar do nosso país e de todas as dores que vamos sentido no nosso corpo.
Se gosto, gosto. Se não gosto, acreditem que vão perceber. Se me apetece faço, se não me apetece, fica para a próxima. Se estou triste, deixem-me estar, se estou feliz riam-se comigo. Sou chata porque não sou perfeita e refilona porque acho que consigo mudar o mundo. Se me dói alguma coisa, o mundo inteiro não precisa de saber, se me derrubam, levanto-me. Se estou mal, mudo-me. Se não dá, não dá! Não vivo no passado nem no futuro. Se errei foi para aprender mais rápido. Perdoo todas as pessoas que já me desiludiram e perdoo-me por ter decepcionado e magoado outras tantas.
A vida é muito simples! Não compliquem!
Se gosto, gosto. Se não gosto, acreditem que vão perceber. Se me apetece faço, se não me apetece, fica para a próxima. Se estou triste, deixem-me estar, se estou feliz riam-se comigo. Sou chata porque não sou perfeita e refilona porque acho que consigo mudar o mundo. Se me dói alguma coisa, o mundo inteiro não precisa de saber, se me derrubam, levanto-me. Se estou mal, mudo-me. Se não dá, não dá! Não vivo no passado nem no futuro. Se errei foi para aprender mais rápido. Perdoo todas as pessoas que já me desiludiram e perdoo-me por ter decepcionado e magoado outras tantas.
A vida é muito simples! Não compliquem!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Os meus melhores amigos...
Desde pequena que gosto muito de cães. Lembro-me de passear no shopping das Palmeiras, ir à loja de animais e ficar especada a olhar para a montra de cães pequenos e indefesos. Sentia pena e uma revolta enorme por estarem presos e achei que tinha que salvar um deles. Era essa a minha missão com 10 anos! Claro que a missão envolvia dinheiro e a autorização dos pais. Como tenho pais fantásticos lá cederam (de certeza depois de muitas birras) e a Nikita foi a nossa companhia durante muitos e muitos anos. Acredito que os cães são iguais aos donos, por isso, não preciso de dizer como todos os nossos cães foram especiais.
Depois da Nikita veio o Smirnoff, a Toffa e o Scott (ah e antes da Nikita o Puppy). Todos eles têm as suas histórias, maneiras de ser e todos foram grandes amigos. A Toffa hoje junta-se aos amiguinhos e o Scott ainda nos faz companhia.
Infelizmente, a esperança média de vida de um cão é muito menor que a nossa e lá temos que lidar com a perda dos nossos grandes amigos. Sentimos um vazio e a falta de alguém que nos compreende e nos respeita quando estamos tristes e que nos faz uma festa quando estamos felizes. Quem tem cães sabe o que isto é e sabe também como eles são os nossos melhores amigos!
Depois da Nikita veio o Smirnoff, a Toffa e o Scott (ah e antes da Nikita o Puppy). Todos eles têm as suas histórias, maneiras de ser e todos foram grandes amigos. A Toffa hoje junta-se aos amiguinhos e o Scott ainda nos faz companhia.
Infelizmente, a esperança média de vida de um cão é muito menor que a nossa e lá temos que lidar com a perda dos nossos grandes amigos. Sentimos um vazio e a falta de alguém que nos compreende e nos respeita quando estamos tristes e que nos faz uma festa quando estamos felizes. Quem tem cães sabe o que isto é e sabe também como eles são os nossos melhores amigos!
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